Eduardo Cristian e a busca pelo sucesso na Black West

Totalmente motivacional e inspiracional. Essa foi a palestra de Eduardo Cristian, CEO da Black West que abordou seu “Case de Sucesso” com a marca durante a II Edição do Denim Meeting, evento organizado pelo Guia Jeanswear que aconteceu no último dia 25 de abril no Anhembi, em São Paulo.


Eduardo frisou bastante o relacionamento com seus funcionários que segundo ele, precisam ter paixão pelo que fazem e muitas empresas não valorizam isso. “O que falta nas empresas? Olhar para os seus funcionários, é ser o melhor exemplo para eles. Os seus colaboradores precisam olhar pra vocês e dizer: esse é o cara que eu quero seguir. Olhar para a empresa e saber que vai ter chance de crescer”, comentou Eduardo.
Com 6 lojas próprias, 22 franquias e mais de mil pontos de vendas pelo Brasil, a Black West é realmente um case de sucesso, pois conquistou tudo isso em apenas três anos de vida e pretende ainda crescer 300% nos próximos 5 anos. Veja a seguir trechos dessa história contada por Eduardo durante sua apresentação.


” A gente não criou uma roupa que não existia antes no mercado. A Black West surgiu de um fracasso porque todo case de sucesso nasce de um case de fracasso. O meu fracasso foi saber que tinha feito sucesso uma vez na vida. Estudei até a 4 série, já vendi trator, e fui o melhor, entrei no ramo de software e ganhei ainda mais dinheiro e conquistei meu primeiro milhão antes dos 30 anos. Conheci uma menina e comecei a me interessar por confecção, onde ela atuava e resolvi vir para o Brás, que sempre foi um dos maiores pólos de moda do Brasil. Pensei: Já conquistei bastante dinheiro e experiência, eu sou o cara, vou montar uma loja no Brás e nada pode dar errado. Esse foi o grande erro. Tomei prejuízo durante algum tempo e tive que fechar a loja. Perdi todo o meu dinheiro e ainda fiquei devendo no banco. E me vi em São Paulo, quebrado, no Brás, onde não conhecia ninguém. Me vi sem rumo na vida, sem expectativa para nada. Tive que fazer alguma coisa para me reinventar. E, já que estava no Brás fui trabalhar numa confecção como ajudante geral, sem nenhuma vergonha, recomecei de baixo e fui detectando alguns problemas nesse setor, fui aprendendo em outros até chegar no desenvolvimento e descobri que era isso que queria fazer. Sai da empresa, virei representante comercial: ouvi, entendi o que os clientes queriam. Levei isso para a fábrica na empresa que eu trabalhava anteriormente, mas eles não queriam mudar. Aí eu falei: então eu vou fazer desenvolvimento de produto. Fiz um mostruário e fui bater de porta em porta. Cheguei numa fábrica de tecidos onde meu sócio atual abraçou minha ideia.”.


“Conseguimos faturar acima de um milhão em menos de um ano de vida. E como chegamos nesses números? O segredo é você ter um propósito de vida. Estou aqui para gerar valores e isso é o que a gente vem buscando, nós pregamos e passamos isso para a nossa equipe. Você tem que ter clareza do que quer. Por que está fazendo isso? Isso motiva pessoas engajadas. E, atualmente, pra mim, sucesso é ouvir do seu funcionário: “Eu trabalho aqui por sua causa”.


“Eu aprendi a lição, achei que já tinha sucesso quando ganhei meu primeiro milhão, mas me enganei. O dia que eu voltar a achar que eu tenho sucesso eu volto a fracassar, meu propósito de vida é deixar um legado para meus filhos, minha família, meus funcionários. Não se preocupar somente com os lucros. Eu faço roupa por gente e para gente, minha preocupação é entender as pessoas, meu público. Quando faço pesquisas não preciso ir pra Europa, EUA, eu vou pra rua Augusta, fico sentado lá observando as pessoas. Esse é o meu cliente, são eles que vão comprar minhas roupas. No festival Lollapalooza fui lá pra porta e fiquei observando o que estavam usando. Moda é o que cada um gosta de usar, por isso vou para as ruas entender o comportamento das pessoas”.


“A filosofia da minha empresa é entender meus funcionários. Por que trabalham pra mim. Quero fazer a diferença na vida dessas pessoas.Não importa o que você faça da sua vida, faça com amor. Se não for bom aqui, onde vai ser bom? A oportunidade é agora”.
Franquias


A Black West tem um sistema de franquias diferenciado, onde Eduardo vai até os clientes que mantém multimarcas propondo uma parceria, sem pagar royalts ou taxas, para vender somente Black West. Ele paga a reforma da loja seguindo todo o conceito da marca e, aí vira uma franquia. Seguindo esse conceito a meta é abrir uma loja por mês neste ano.

VANESSA DE CASTRO | FOTO: Osiris Lambert Bernardino